
Um dos temas mais polêmicos que tramita hoje no Congresso Nacional é a PEC nº 231/95, que diz respeito à redução da jornada de trabalho das atuais 44h para 40 horas semanais e, aumenta para 75% a remuneração do serviço extraordinário. Defendida pelas centrais sindicais, alguns partidos políticos e organizações, a emenda constitucional que trata do assunto está prestes a ser incluída na pauta da ordem do dia da Câmara Federal para votação. Por isso, a Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio) está unindo sindicatos filiados para uma mobilização contra a iniciativa. O Sincomércio de Araçatuba vai participar.
A inclusão da PEC na pauta de votação depende do fechamento de um acordo proposto pelo presidente daquela Casa do Congresso, Michel Temer com as centrais de sindicatos de trabalhadores. A tese defendida por Temer é de haja um escalonamento na redução de carga semanal de trabalho, começando por 42 horas e diminuindo depois uma hora por ano até chegar ao pretendido pelos sindicalistas.
REAÇÃO
As entidades patronais, entretanto, se opõem à iniciativa, como a Federação do Comércio do Estado de São Paulo e os Sindicatos filiados, dentre os quais o Sindicato do Comércio de Araçatuba - Sincomércio, pretendem fazer uma grande mobilização na busca de forçar os membros do Congresso a reverem suas posições a respeito.
O presidente do Sincomércio de Araçatuba, Gener Silva (diretor da Fecomércio),vai participar da reunião conjunta que o Conselho do Comércio Varejista, o Conselho de Relações do Trabalho e o Conselho de Serviços, órgãos de estudos da Fecomércio, promovem nesta quinta-feira (11), em São Paulo, com a presença de Marcos Monti, presidente da APM - Associação Paulista de Municípios, onde esperam contar com a presença do maior número possível de prefeitos das cidades paulistas.
O objetivo é sensibilizá-los para a realização de um movimento que se oponha a essas mudanças através do exercício de pressão junto a deputados e senadores.