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postado em 19/03/2017 às 05h16min

Escândalo com frigoríficos preocupa e pode atingir toda a cadeia produtiva

Líderes ruralistas revelam preocupação; governo quer lançar medidas para minimizar impacto
Antônio Crispim - Araçatuba
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Problemas com a carne podem comprometer exportações (Foto: Divulgação)

Os resultados da Operação Carne Fraca, desenvolvida sexta-feira (18) pela Polícia Federal (maior operação em número de agentes participantes) ainda são desconhecidos. Porém, líderes dos produtores, mercado e governo estão preocupados com o impacto no comércio. O presidente do Sindicato Rural da Alta Noroeste (Siran), Marco Antônio Viol considerou o fato uma "bomba". Ele admite que haverá reflexos negativos, mas que não "há razão para pânico". Manoel Afonso, do Conselho Fiscal do Siran, disse que o percentual envolvido é muito baixo em relação ao volume total, mas também está preocupado com os efeitos.

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) terá reunião hoje (19), às 15 horas, com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto para adotar novas medidas que tragam maior segurança à população e também ao consumidor do mercado externo em função da Operação Carne Fraca. Um dos objetivos é discutir também a extensão dos problemas denunciados pela Polícia Federal, na última sexta-feira (17). Maggi determinou que três funcionários da Consultoria Jurídica do ministério viajassem para Curitiba (PR), onde estavam centralizadas as investigações da PF, a fim de obter laudos periciais dos produtos relacionados na operação. Técnicos da área de Inspeção Sanitária trabalharam neste sábado para obter detalhes do processo que tem 350 páginas. Na segunda-feira (20), às 14 horas, haverá outra reunião no Palácio do Planalto, com o presidente Temer, o ministro Blairo Maggi e embaixadores de países importadores de carne brasileira.

Segundo Marco Antônio Viol, há muito tempo os produtores vêm investindo para melhorar a qualidade da carne e ampliar a participação do Brasil no mercado internacional da carne. "Trata-se de um trabalho complexo e de longo prazo que implica na qualificação de pessoal e mudança e postura dos produtores. Estamos conseguindo fazer isso. O governo brasileiro estava trabalhando para ampliar a participação nacional no mercado internacional de carne em mais 3%, o que seria muito bom para toda cadeia produtiva. Um episódio como esse pode retardar e até mesmo comprometer o processo", explicou Viol, que acredita em queda no preço, "mais uma vez atingindo o produtor".

Para o presidente Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Jonathan Barbosa, esta pode vir a ser a maior crise vivida pelo setor na história. "O governo brasileiro deixou a JBS crescer tanto que o produtor não tem mais para quem vender. A JBS hoje, não só no Brasil, mas na Europa e nos Estados Unidos, tem quase o domínio absoluto da carne, não só bovina, mas também suína e de frango. Se tiverem que fechar, por exemplo, até o agronegócio afunda. Uma coisa depende da outra", explica Barbosa.

Marco Antônio Viol e Manoel Afonso divergem em alguns pontos em relação aos efeitos. Viol admite que pode haver queda de preço. Já Manoel Afonso ainda está reticente em relação a isso. Ambos concordam que o problema ganhou uma dimensão muito grande, talvez maior do que o próprio problema, exatamente pelas empresas envolvidas.
Para eles é importante o avanço das apurações para se chegar à realidade o mais rápido possível.

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